Insônia: Um panorama além do "remédio para dormir"
Medicina do sono · Baseado em evidências Um em cada três adultos convive com sintomas de insônia, e boa parte deles recebe, como resposta reflexa, um hipnótico. O problema é que a melhor evidência aponta para outro caminho: o tratamento de primeira linha da insônia crônica não é um comprimido . Uma síntese crítica para quem prescreve. Por Daniel Venturim / Julho de 2026 / Leitura: 13 min 01 Panorama Não é queixa trivial Sintomas de insônia acometem cerca de um terço da população adulta, e o transtorno de insônia crônica, sua forma persistente, atinge aproximadamente 6% a 10% dos adultos, com predomínio em mulheres e idosos. Longe de ser uma queixa banal, a insônia é um transtorno com repercussões cardiometabólicas, cognitivas e psiquiátricas bem documentadas. A relação com os transtornos do humor e de ansiedade é bidirecional: a insônia é fator de risco, pródromo e perpetuador desses quadros, a ponto de seu tratamento constituir estratégia de preve...