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Insônia: Um panorama além do "remédio para dormir"

Medicina do sono · Baseado em evidências Um em cada três adultos convive com sintomas de insônia, e boa parte deles recebe, como resposta reflexa, um hipnótico. O problema é que a melhor evidência aponta para outro caminho: o tratamento de primeira linha da insônia crônica não é um comprimido . Uma síntese crítica para quem prescreve. Por Daniel Venturim / Julho de 2026 / Leitura: 13 min 01 Panorama Não é queixa trivial Sintomas de insônia acometem cerca de um terço da população adulta, e o transtorno de insônia crônica, sua forma persistente, atinge aproximadamente 6% a 10% dos adultos, com predomínio em mulheres e idosos. Longe de ser uma queixa banal, a insônia é um transtorno com repercussões cardiometabólicas, cognitivas e psiquiátricas bem documentadas. A relação com os transtornos do humor e de ansiedade é bidirecional: a insônia é fator de risco, pródromo e perpetuador desses quadros, a ponto de seu tratamento constituir estratégia de preve...

Alzheimer: Quando a memória deixa de ser apenas memória

MedRam · Memória clínica Neurologia cognitiva · Alzheimer · Atualização clínica Artigo médico para estudo e prática clínica Alzheimer: quando a memória deixa de ser apenas memória A doença de Alzheimer não é sinônimo de envelhecimento normal. É uma síndrome neurodegenerativa progressiva, biologicamente marcada por amiloide e tau, clinicamente expressa por perda cognitiva, declínio funcional e profunda reorganização da vida familiar. Atualizado: julho/2026 Público: médicos, estudantes e cuidadores Ênfase: diagnóstico, tratamento e prevenção Entre todas as causas de demência, a doença de Alzheimer é a mais emblemática porque se instala de modo silencioso, progride por anos e, quando se torna evidente, frequentemente já remodelou o cotidiano do paciente e de sua família. O primeiro erro comum é reduzi-la a “esquecimento”. O segundo é aceitá-la como c...

Transtorno Bipolar: Cenário clínico atual, manejo e considerações

Psiquiatria · Medicina baseada em evidências Um diagnóstico que se atrasa anos, uma depressão que se disfarça de unipolar e um erro terapêutico que cobra seu preço em recaídas e em vidas. O transtorno bipolar é, ao mesmo tempo, uma das condições mais tratáveis e mais mal conduzidas da psiquiatria. Uma síntese crítica para quem prescreve. Por Daniel Venturim / Junho de 2026 / Leitura: 13 min 01 Panorama O diagnóstico que demora e o custo dessa demora O transtorno bipolar acomete mais de 1% da população mundial em sua forma tipo I, e cerca de 2% a 3% quando se considera o espectro completo. É uma condição crônica, recorrente e situada entre as principais causas de incapacidade e de mortalidade precoce em psiquiatria, esta última por suicídio e por doença cardiovascular. A atualização de Oliva e colaboradores no Lancet Regional Health Europe (2025) sintetiza o problema central: a sobreposição de sintomas com a depressão unipolar produz atrasos diagnóst...

Transtorno Ansioso Generalizado: quando a preocupação deixa de proteger e começa a adoecer

Transtorno Ansioso Generalizado: diagnóstico, tratamento e o peso da preocupação patológica | MedRam Med Ram Memória clínica · baseada em evidências Psiquiatria · Medicina baseada em evidências Transtorno Ansioso Generalizado: diagnóstico, tratamento e o peso da preocupação patológica O transtorno ansioso generalizado não é apenas “preocupação excessiva”. É uma síndrome clínica persistente, funcionalmente incapacitante e frequentemente comórbida, na qual a mente opera em estado de antecipação ameaçadora crônica. Para o médico, a tarefa central é distinguir ansiedade adaptativa de ansiedade patológica, reconhecer diagnósticos diferenciais, tratar com método e perseguir recuperação funcional , não apenas redução de tensão subjetiva. Por Daniel Venturim / Junho de 2026 / Leitura: 15 min 01 Panorama Por que o TAG é subestimado na prática médica Os transtornos de ansiedade constituem o grupo mais comum de transtornos menta...